Portanto,
a utilização de jogos educativos torna-se um recurso interessante e prazeroso
que viabiliza a aprendizagem, sendo que o objetivo dos jogos na educação não é
apenas divertir, mas extrair dessa atividade conteúdos suficientes para gerar
um conhecimento, despertando a motivação e
o interesse dos estudantes.
O uso
de jogos representa uma mudança de postura do professor em relação ao que é
ensinar matemática, ou seja, o papel do professor muda de comunicador de conhecimento
para o de problematizado observador, facilitador, consultor, mediador,
interventor e incentivador da aprendizagem, no processo de construção do saber
pelo aluno.
Para
Grando(1995), se refere ao jogo como um gerador de situação –problema e
desencadeador da aprendizagem do aluno.
O
professor de matemática deverá utilizar os jogos na sala de aula do ensino
fundamental com o intuito de levar o aluno a uma aprendizagem construtivista e
significativa, principalmente em escolas públicas, onde a alunos de varias
culturas, tem necessidade de realizar novas experiências educativas que tenham
base em socializar e integrar os alunos no ambiente escolar.
Ensino
de matemática tem uma grande culpa na evasão dos alunos na escola, devido às
grandes dificuldades que existem no ensino e aprendizagem dos conteúdos da
disciplina, por isso, existe uma necessidade urgente de modificações
metodológicas no ato de ensinar, com o intuito de tornar as aulas, mais
interessantes e o professor, um facilitador da aprendizagem por meios
inovadores. Para Grando(2004b), em alguns casos ,os pais acreditam que brincar
e jogar pode prejudicar a criança, quando em excesso, acreditando, que o jogo e
o estudo não estão relacionados, porém não percebem o quanto os jogos podem ser
instrutivos e beneficiar a aprendizagem quando esta integração é bem elaborada e estruturada.
De
acordo com a última década, os debates sobre construtivismo têm provocado
reflexões sobre jogos na escola reconhecendo as necessidades de utilizá-los.
Devido
os problemas de aprendizagem e dificuldade dos educando no raciocínio lógico
matemático, poucos educadores se arriscam a trabalhar com os jogos matemáticos,
pois desconhecem as formas de correlacionar conteúdos matemáticos e ações
aplicadas em experiência. Assim acredita-se que o uso dos jogos matemáticos na
escola pode ser um recurso interessante para tornar as atividades escolares
atraentes bem como, para estimular o raciocínio dos alunos.
Os
jogos podem ser usados para provocar
reflexões e estabelecer relações lógicas por parte do aluno, desde que haja uma
orientação e mediação do professor.
Para
Agranionih e Smaniotto(2002)apud Selva(2009,p. 2) o jogo matemático é:
[...]
Uma atividade lúdica educativa intencionalmente planejada, com objetivos
claros, sujeita a regras construídas coletivamente, que oportuniza a interação
com os conhecimentos e os conceitos matemáticos, social e culturalmente
produzidos, o estabelecendo relações lógicas e numéricas e a habilidade de
construir para a resolução de problemas.
A
utilização dos jogos na sala de aula pode ser um recurso Mitológico e eficaz no
sentido motivador do ensino aprendizagem da matemática. O uso de jogos
matemáticos como um recurso didático, é capaz de promover um ensino mais
interessante e um aprendizado mais dinâmico, fazendo com que as aulas tornem-se
mais atrativas e desafiadoras, mostrando que a matemática pode ser interessante
e facilitadora, no entendimento dos conteúdos matemáticos.
Com
isso o jogo não tem só o poder de tornar as aulas mais dinâmicas, mas sim, ser
útil para que o professor seja capaz de identificar as principais dificuldades
dos seus alunos, servindo de diagnóstico de aprendizagem. A construção do
conhecimento matemático a partir de jogos no ambiente escolar traz muitas
vantagens, pois ao jogar o aluno faz isso por prazer e realiza um esforço
espontâneo e voluntario de alcançar o objetivo (resultado). Conforme os PCN
(1998) uma vantagem relevante nos jogos é o desafio, o que faz com que os
alunos sintam mais interesse e prazer pela disciplina.
Portanto
os jogos são peças fundamentais para que a sociedade tenha indivíduos capazes
de buscar soluções, enfrentarem desafios, serem criadores de estratégias e se
tornem pessoas críticas.
Ao
referir-se a jogos existem três tipos de classificação:
●
jogos de exercícios que ocorrem antes dos dois anos de idade quando a criança
se exercita através de uma resposta bem sucedida que se repetia.
●
jogos simbólicos que envolvem a ficção e a variação de procedimento nas
interações do sujeito como meio físico e social, estimulando a criatividade em
crianças.
●
jogos de regras quando a criança ou adolescentes torna-se capaz de conservar as
regras do jogo e interagir socialmente com a consciência clara que deve
obedecer às regras e as condições de vitorias.
Os
jogos possibilitam a supervisão do trabalho de todos e um trabalho intelectual
e mais estimulante, oportunizam a aprendizagem e a criação de estratégias,
desenvolvem senso critico, além de incentivar a confiança em si mesmo
característica pertinente ao desenvolvimento cognitivo.
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O ensino da matemática deve respeitar e
estimular o conhecimento da criança e adolescente ao invés de aterrorizarem
através de exercícios, e propor situações interessantes e envolventes durante o
período de aula para chamar atenção do aluno despertando o gosto pela
disciplina.
Trabalhando
de maneira lúdica, utilizando os jogos de regras como ferramenta no ensino da
matemática, proporcionando ao aluno o prazer de ativo pensante, questionador e
reflexivo dando lhe, uma maior qualidade no que diz respeito a receptividade
da disciplina.
Ensinar
e aprender matemática pode e deve ser uma experiência feliz, curiosamente quase
nunca se cita a felicidade dentro dos objetivos educativos, mas é bastante
evidente que só poderemos falar de um trabalho docente bem feito quando
alcançamos um grau satisfatório (MENDONÇA,2001, p.14).
Logo
cedo, a criança convive socialmente com os números e os compreende de maneira
concreta dentro do contexto em que esta inserida.
Porém
em um ambiente escolar com abstração e a dissociação dos números em relação às
atividades da matemática a criança se distancia do seu conhecimento prévio, o
que dificulta a sua aprendizagem e o desenvolvimento de novas potencialidades.
Isso
acontece em virtude da escola enfatizar e praticar um ensino tradicional e a
presentes conceitos que exigem memorização não satisfazendo dessa forma os
anseios e curiosidades por parte do aluno.
Dentro de vários
fatores que dificultam a aquisição do conhecimento da matemática esta o uso
exclusivo dos livros didáticos, os quais abordam os conteúdos de forma
abstrato, mecânica, cansativa e distante do cotidiano. Cabe ao professor
apresentar propostas que visam alguma finalidade seja cognitiva ou social em
que o aluno passa a ser construtor de seu próprio conhecimento.
O
professor passa a ser agora não mais um benfeitor do saber como na abordagem
tradicional, mas passa a ser um importante mediador no processo de
aprendizagem.
Referências
bibliográficas:
PEREIRA, Emanuella
Filgueira, O Jogo no Ensino
e Aprendizagem de Matemática. Dísponível em: <http://www.uesb.br/mat/semat/seemat2/index_arquivos/co5.pdf>
SOUZA, Elcy Fernanda
Ferreira de. O Ensino da matemática por
meio de jogos de regras. Dísponivel em:
<http://www.ucb.br/sites/100/103/tcc/22005/elcyfernandaferreiradesousa.pdf>