domingo, 22 de novembro de 2015

Jogos da matemática

                  O  ensino e aprendizagem de matemática por meio de jogos

 O jogo matemático é uma tendência metodológica, ou seja, uma estratégia de ensino, que tem o intuito de fazer com que a matemática seja redescoberta pelos alunos, se tornando um agente ativo na construção do próprio conhecimento.

Portanto, a utilização de jogos educativos torna-se um recurso interessante e prazeroso que viabiliza a aprendizagem, sendo que o objetivo dos jogos na educação não é apenas divertir, mas extrair dessa atividade conteúdos suficientes para gerar um conhecimento, despertando a motivação e  o interesse dos estudantes.

O uso de jogos representa uma mudança de postura do professor em relação ao que é ensinar matemática, ou seja, o papel do professor muda de comunicador de conhecimento para o de problematizado observador, facilitador, consultor, mediador, interventor e incentivador da aprendizagem, no processo de construção do saber pelo aluno.

Para Grando(1995), se refere ao jogo como um gerador de situação –problema e desencadeador da aprendizagem do aluno.

O professor de matemática deverá utilizar os jogos na sala de aula do ensino fundamental com o intuito de levar o aluno a uma aprendizagem construtivista e significativa, principalmente em escolas públicas, onde a alunos de varias culturas, tem necessidade de realizar novas experiências educativas que tenham base em socializar e integrar os alunos no ambiente escolar.

Ensino de matemática tem uma grande culpa na evasão dos alunos na escola, devido às grandes dificuldades que existem no ensino e aprendizagem dos conteúdos da disciplina, por isso, existe uma necessidade urgente de modificações metodológicas no ato de ensinar, com o intuito de tornar as aulas, mais interessantes e o professor, um facilitador da aprendizagem por meios inovadores. Para Grando(2004b), em alguns casos ,os pais acreditam que brincar e jogar pode prejudicar a criança, quando em excesso, acreditando, que o jogo e o estudo não estão relacionados, porém não percebem o quanto os jogos podem ser instrutivos e beneficiar a aprendizagem quando esta integração é bem  elaborada e estruturada.

De acordo com a última década, os debates sobre construtivismo têm provocado reflexões sobre jogos na escola reconhecendo as necessidades de utilizá-los.

Devido os problemas de aprendizagem e dificuldade dos educando no raciocínio lógico matemático, poucos educadores se arriscam a trabalhar com os jogos matemáticos, pois desconhecem as formas de correlacionar conteúdos matemáticos e ações aplicadas em experiência. Assim acredita-se que o uso dos jogos matemáticos na escola pode ser um recurso interessante para tornar as atividades escolares atraentes bem como, para estimular o raciocínio dos alunos.

Os jogos podem ser usados para provocar reflexões e estabelecer relações lógicas por parte do aluno, desde que haja uma orientação e mediação do professor.

Para Agranionih e Smaniotto(2002)apud Selva(2009,p. 2) o jogo matemático é:

[...] Uma atividade lúdica educativa intencionalmente planejada, com objetivos claros, sujeita a regras construídas coletivamente, que oportuniza a interação com os conhecimentos e os conceitos matemáticos, social e culturalmente produzidos, o estabelecendo relações lógicas e numéricas e a habilidade de construir para a resolução de problemas.

A utilização dos jogos na sala de aula pode ser um recurso Mitológico e eficaz no sentido motivador do ensino aprendizagem da matemática. O uso de jogos matemáticos como um recurso didático, é capaz de promover um ensino mais interessante e um aprendizado mais dinâmico, fazendo com que as aulas tornem-se mais atrativas e desafiadoras, mostrando que a matemática pode ser interessante e facilitadora, no entendimento dos conteúdos matemáticos.

Com isso o jogo não tem só o poder de tornar as aulas mais dinâmicas, mas sim, ser útil para que o professor seja capaz de identificar as principais dificuldades dos seus alunos, servindo de diagnóstico de aprendizagem. A construção do conhecimento matemático a partir de jogos no ambiente escolar traz muitas vantagens, pois ao jogar o aluno faz isso por prazer e realiza um esforço espontâneo e voluntario de alcançar o objetivo (resultado). Conforme os PCN (1998) uma vantagem relevante nos jogos é o desafio, o que faz com que os alunos sintam mais interesse e prazer pela disciplina.

Portanto os jogos são peças fundamentais para que a sociedade tenha indivíduos capazes de buscar soluções, enfrentarem desafios, serem criadores de estratégias e se tornem pessoas críticas.

Ao referir-se a jogos existem três tipos de classificação:

● jogos de exercícios que ocorrem antes dos dois anos de idade quando a criança se exercita através de uma resposta bem sucedida que se repetia.

● jogos simbólicos que envolvem a ficção e a variação de procedimento nas interações do sujeito como meio físico e social, estimulando a criatividade em crianças.

● jogos de regras quando a criança ou adolescentes torna-se capaz de conservar as regras do jogo e interagir socialmente com a consciência clara que deve obedecer às regras e as condições de vitorias.

Os jogos possibilitam a supervisão do trabalho de todos e um trabalho intelectual e mais estimulante, oportunizam a aprendizagem e a criação de estratégias, desenvolvem senso critico, além de incentivar a confiança em si mesmo característica pertinente ao desenvolvimento cognitivo.

 

O ensino da matemática deve respeitar e estimular o conhecimento da criança e adolescente ao invés de aterrorizarem através de exercícios, e propor situações interessantes e envolventes durante o período de aula para chamar atenção do aluno despertando o gosto pela disciplina.

Trabalhando de maneira lúdica, utilizando os jogos de regras como ferramenta no ensino da matemática, proporcionando ao aluno o prazer de ativo pensante, questionador e reflexivo dando lhe, uma maior qualidade no que diz respeito a  receptividade  da disciplina.

Ensinar e aprender matemática pode e deve ser uma experiência feliz, curiosamente quase nunca se cita a felicidade dentro dos objetivos educativos, mas é bastante evidente que só poderemos falar de um trabalho docente bem feito quando alcançamos um grau satisfatório (MENDONÇA,2001, p.14).

Logo cedo, a criança convive socialmente com os números e os compreende de maneira concreta dentro do contexto em que esta inserida.

Porém em um ambiente escolar com abstração e a dissociação dos números em relação às atividades da matemática a criança se distancia do seu conhecimento prévio, o que dificulta a sua aprendizagem e o desenvolvimento de novas potencialidades.

Isso acontece em virtude da escola enfatizar e praticar um ensino tradicional e a presentes conceitos que exigem memorização não satisfazendo dessa forma os anseios e curiosidades por parte do aluno.

Dentro de vários fatores que dificultam a aquisição do conhecimento da matemática esta o uso exclusivo dos livros didáticos, os quais abordam os conteúdos de forma abstrato, mecânica, cansativa e distante do cotidiano. Cabe ao professor apresentar propostas que visam alguma finalidade seja cognitiva ou social em que o aluno passa a ser construtor de seu próprio conhecimento.

O professor passa a ser agora não mais um benfeitor do saber como na abordagem tradicional, mas passa a ser um importante mediador no processo de aprendizagem.

 

Referências bibliográficas:


PEREIRA, Emanuella Filgueira, O Jogo no  Ensino  e  Aprendizagem  de Matemática. Dísponível em: <http://www.uesb.br/mat/semat/seemat2/index_arquivos/co5.pdf>

SOUZA, Elcy Fernanda Ferreira de. O Ensino da matemática por meio de jogos de regras. Dísponivel em: <http://www.ucb.br/sites/100/103/tcc/22005/elcyfernandaferreiradesousa.pdf>

 
 

Situações Problemas

1-    Na piscina de um clube havia 17 crianças e saíram 9. Quantas crianças ficaram na piscina?

2-    A sala de aula do 1º ano no período da manhã tem 28 alunos. No período da tarde a sala do 1º ano tem 21 alunos. Quantos alunos tem a menos no período da tarde?

Os 1º e 2º problemas, foram resolvidos com uma aluna do 1º ano do Ensino Fundamental. Quando lemos juntas o primeiro problema, a aluna pensou e disse oralmente a resposta. Pedi a ela para resolver no papel e ela fez 17 pauzinhos, cortando 9 e me mostrando o resultado. Já no segundo problema, a aluna disse que os números “eram muito grandes” para serem resolvidos mentalmente. Então, novamente ela refez os pauzinhos, chegando assim ao resultado.
                                                                                      - Ana Carolina
 



3- Em um álbum havia 28 fotos e outras 17 foram colocadas nele. Quantas fotos há no álbum?

4- Pedro tinha 21 figurinhas e ganhou 19 de seu tio. Com quantas figurinhas ele ficou?

5- Em uma bandeja estão 24 pedaços de bolo de chocolate e 23 de cenoura. Quantos pedaços de bolo têm no total?

6- Maria tinha 30 reais e gastou 17 reais. Com quanto dinheiro ela ficou?

7- Foram preparadas para uma festa 50 balas de coco de 2 cores: brancas e azuis. Se 30 são brancas, quantas são azuis?

8- Paulo tem 10 bolinhas de gude e Mauro tem 15. Quantas bolinhas Paulo têm a menos que Mauro?

9- Camila tem 17 bonecas e Amanda tem 21. Quantas bonecas Amanda têm a mais que Camila?

10- Marina ganhou 4 pacotes de bala de sua tia. Cada pacote tem 5 balas. Quantas balas ela ganhou?

11- Em um pote há 13 paçocas e 14 cocadas. Ao todo tem quantos doces?

12- Davi tem 3 camisetas e 3 bermudas que gosta muito. De quantas maneiras ele pode se vestir com essas peças?

13- Em uma sala de vídeo, há 4 fileiras com 6 cadeiras. Quantas cadeiras há no total?

14- João ganhou 21 pirulitos e vai distribuir em três saquinhos. Quantos pirulitos ele vai colocar em cada saquinho?

15- Tenho 30 brigadeiros e quero colocar e 5 em cada pratinho. De quantos pratinhos vou precisar?

16- A professora tem 30 lápis de cor e irá dividir para 3 crianças. Quantos lápis cada criança vão ganhar?

17- Em um pote havia 13 chocolates e foram colocados outros 14 nele. Quantos chocolates têm no pote?

18- Julia e sua irmã Jane têm 2 aquários com 6 peixinhos cada. Quantos peixinhos têm no total?

19- Em uma quadra têm 11 bolas de futebol e 18 de basquete. Quantas bolas de basquete têm a mais que de futebol?

20- Guilherme têm 22 bolinhas de gude e Miguel têm 27. Quantas bolinhas Guilherme têm a menos que Miguel?

 

Referência bibliográfica:
RAMOS, L. F. Conversas sobre números, ações e operações: uma proposta criativa para o ensino da matemática nos primeiros anos. 1ª ed. São Paulo: Ática, 2009.

 

sábado, 26 de setembro de 2015

ÁBACO







O ábaco foi um dos muitos instrumentos que foram criados com a intenção de calcular, cálculo vem latim seu significado é pequena pedra.

Muitas são as variações do ábaco, usados por um sistema de contagem posicionais, de acordo com o lugar que a pedra ocupa representa um valor, pois o ábaco que tem o sistema de numeração decimal, cada pedra vale um na coluna das unidades, dez na coluna das dezenas e cem na coluna das centenas.

Nessa época, mais ou menos no século IV, se uma pessoa quisesse registrar um número que tivesse o zero, por exemplo, o número cento e um, não era possível esse registro, porque apesar de utilizarem nove algarismos em um sistema decimal e posicional, ainda não era utilizado o zero.

No ábaco no lugar do zero, era representada apenas a coluna vazia chamada pelos indianos de sunya, representava o vazio. Aproximadamente no século VI, foi que os indianos mais sábios tiveram a ideia que os algarismos poderiam ser usados e representar sunya por um ponto, que mais tarde foi substituído por um circulo parecido com a letra o.

Assim nasce a ideia do número zero, o ábaco foi aos poucos abandonado pelos estudiosos, passaram então a usar o novo método de cálculo. O método criado pelos indianos passou a ser utilizado pelos árabes, difundindo-se pelo Oriente e Ocidente.

A Igreja Católica proibiu a utilização do novo método, pois a democratização do cálculo tiraria o monopólio do ensino e do poder que ela possuía.

A valorização do cálculo por meio da utilização do algarismo foi somente no século XVIII, com o movimento cultural da Revolução Francesa, desse modo foi então substituído o ábaco pelo novo método de cálculo.


Referências bibliográficas:

RAMOS, Luzia F. Conversas sobre números, ações e operações: uma proposta criativa para o ensino da matemática nos  primeiros anos. 1ª ed. São Paulo: Ática, 2009.

Imagem ábaco disponível em:

Plano de aula envolvendo a Matemática

                               


Material: jornal 
 
Objetivos: estimular o aluno a ler e compreender as informações sobre alta do dólar, que afeta as vidas das pessoas comuns, puxando a inflação para cima.
 
Desenvolver no aluno seu ponto crítico voltando seu interesse nas matérias primas e questionando as informações dadas pelo meio de comunicação.
 
- Compreender a informação
- Identificar a alta da inflação
- Fazer o uso da matemática 
- Apresentar os pontos negativos e positivos para importar e exportar 
 
Série: Ensino Fundamental 5º ano
 
Tempo estimulado: duas semanas
 
Conteúdo: xerox de uma curta reportagem sobre a alta do dólar para cada aluno abordar os ponto mais importantes, fazendo que eles identifiquem o discurso com mais clareza a informação proposta.
 
Desenvolvimento: fazer o resumo da noticia verificar outros jornais e avaliar abordagem da alta do dólar nos diferentes meios de comunicação. 
 
Avaliação da atividade: fazer um debate em sala de aula, fazer um mural com a participação de todos os alunos sobre os fatores que causam a alta do dólar sobre a população. 
 
                              
 

 

Os Primeiros Números




Durante muitos anos, se perguntavam como surgiu a matemática. Diante de vários registros, marcas, pertences antigos, chegaram-se à conclusão e à descoberta de que os homens resolveram seus primeiros cálculos usando a correspondência um a um.

O homem sentia necessidade de controlar seus rebanhos, caso alguma ovelha se perdesse ou se houvesse se ajuntado com outro rebanho. A maioria dos pastores fazia o controle de seu rebanho usando um conjunto de pedras. Cada pedra significava uma ovelha solta no pasto.  Ao recolher as ovelhas, ele conferia a quantidade de pedras, e se sobrasse pedras, percebia que alguma ovelha se perdeu.

Essa fórmula matemática chama-se correspondência um a um. Esta associação de cada objeto foi aos poucos se tornando responsável pelos primeiros números.

Ao longo dos anos, foram colocando registros nas paredes, ossos, outros materiais  e objetos. Aperfeiçoaram técnicas de quantidades e divididos em povos, cada homem ou grupo tinha seu jeito forma de contagem matemática. Acesso em: 22 set. 2015



Referência Bibliográfica:

Como surgiu a noção de número (Power Point). Disponível em:
https://docs.google.com/a/aedu.com/presentation/d/1Sx27CHdFqIYIBEdboTNKzg3v99t_w_rkNz-8GwSYwM/edit#slide=id.g26ea186_1_58. Acesso em: 22 set. 2015

 
 
 

Memórias de Matemática

 
                                      
 
 
"Minha dificuldade em aprender matemática, foi a seriedade dos professores da minha época . Tive experiência com o uso da palmatória e o medo dominava meu raciocínio, dificultando meu aprendizado. Somente mudando de escola, obtive outro tipo de ensinamento, tendo uma melhora na matéria".
                             Risoleide Maria dos Santos
                          
  6º semestre de Pedagogia
 
 
 
"Meus primeiros anos na escola, foram em uma fazenda, onde tínhamos muitas brincadeiras usando pedrinhas, principalmente a brincadeira das 3 marias, onde jogava-se as pedras para efetuar a soma ou diminuir, nas contas que eram passadas aos alunos na época".
                              Viviane Domiciano
                            
 6º semestre de Pedagogia
 
 
 
"Nunca me dei muito bem com matemática. Um dos motivos, era a falta de professores na minha escola do 7º ao 1º ano do ensino médio. Ficamos sem aula desta matéria por muito tempo, com a falta de professores qualificados, e por isso não conseguia atender as expectativas dos anos seguintes, ficando muitas vezes de recuperação e até mesmo passando perto de uma reprova. Até hoje tenho dificuldades".
                           Ana Carolina Lyra
                         
 5º semestre de Pedagogia
 
 
 
"Sempre tirei boas notas em matemática. Me lembro que uma vez, eu e minha amiga tiramos um C na prova e aquela foi a minha nota mais baixa. Nesse dia, o professor chamou nossa atenção, pois era resultado de muita conversa durante a aula".
                           Maria Márcia dos Reis
                         
 6º semestre de Pedagogia
 
 
 
"Quando criança, eu não gostava de nada relacionado á matemática. Lembro que meu professor mudou a tática de ensino, fazendo com que os alunos se interessassem mais, ensinando os números cantando para que pudéssemos decorar".
                          Eliane Garçom
                         
5º semestre de Pedagogia
          



"Em matemática até a 6ª série do Ensino Fundamental, eu era uma boa aluna. Mas, a partir da 7ª série, tudo isso mudou. Eu não entendia o sentido da matéria, e a professora não tinha interesse em me explicar. O resultado disso foi a minha reprova. Minha experiência, me levou para a Pedagogia, para ser um outro tipo de profissional e ser diferente".
                          Rosana Saura
                          6º semestre de Pedagogia